Terça-feira, 14 de Julho de 2009

pUre dancing


Danço descalça no entardecer dos teus olhos agarrada a um ramo de rosas puras, que trago junto de um peito embriagado pelo perfume dos teus gestos.



(néctardesentimentos)

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Pôr-do-sol


Há entardeceres em que o ar é tão doce e frágil que podemos caminhar descalços sobre brasas...


... e momentos de uma felicidade tão simples, natural e plena que poderia ficar ali para sempre. Repetindo, repetindo, repetindo a felicidade e sorrisos.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O pássaro e eu



O que fará um pássaro, que voa no céu, pensar que vive acorrentado ou preso numa gaiola?
Será o receio de saber viver sem a necessidade de precisar de controlar a esquina de cada nuvem? Ou o eterno receio do medo da Primavera, das flores, dos amores?
Ele era mais meu quando não era. Quando, talvez sem saber me oferecia flores e beijos e me abraçava com aquela ânsia de me ter para e com ele. E não tinha medo, ou pelo menos não tinha tanto medo de se entregar. Nem de ficar infinitas horas, horas sem relógio de asas abraçando-me e de peito aberto colado ao meu.

Eu nunca o quis sufocar, só queria um pouco mais de tempo para lhe acariciar as penas e poder sentir o seu perfume no meu colo. Não lhe pedi que ficasse se preferisse voar ou ir embora. Mas ele ficou.
Ele ficou. Tinha as asas feridas e todo um mundo de sentimentos por curar. E ficou. Não sei se por isso ou pela certeza do amor que sabia que eu sentia por ele. Ficou. Amou-me?... acho que me amou enquanto tentava cicatrizar as feridas para as quais eu não tinha, não tenho cura. Ou não me amou?...

Disse-me que certamente terá receio de que lhe acorrente o coração e o feche, assim fragilizado numa gaiola, para o ouvir cantar só para mim.
Eu tentei sorrir-lhe, entre lágrimas, acariciei-lhe uma das asas feridas e disse-lhe ao ouvido:
– Querido, há já muito tempo que deixaste de cantar.
E são essas feridas nas asas, não eu, que te impedem de voar....

Domingo, 7 de Junho de 2009

Skinny Love

Come on skinny love just last the year
Pour a little salt we were never here
My, my, my, my, my, my, my, my
Staring at the sink of blood and crushed veneer

I tell my love to wreck it all
Cut out all the ropes and let me fall
My, my, my, my, my, my, my, my
Right in the moment this order's tall

I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
In the morning I'll be with you
But it will be a different "kind"
I'll be holding all the tickets
And you'll be owning all the fines

Come on skinny love what happened here
Suckle on the hope in lite brassiere
My, my, my, my, my, my, my, my
Sullen load is full; so slow on the split

I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
Now all your love is wasted?
Then who the hell was I?
Now I'm breaking at the britches
And at the end of all your lines

Who will love you?
Who will fight?
Who will fall far behind?



[Bon Iver]

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

the sUn


He’s the sun that puts me hot and makes me undress myself. He’s the One that illuminate and touch every part of my body with pleasure.



Here comes the sun, here comes the sun, and I say it's all right Little darling, it's been a long cold lonely winter Little darling, it feels like years since it's been here Here comes the sun, here comes the sun and I say it's all right Little darling, the smiles returning to the faces Little darling, it seems like years since it's been here Here comes the sun, here comes the sun and I say it's all right Sun, sun, sun, here it comes... Sun, sun, sun, here it comes... Sun, sun, sun, here it comes... Sun, sun, sun, here it comes... Sun, sun, sun, here it comes... Little darling, I feel that ice is slowly melting Little darling, it seems like years since it's been clear Here comes the sun, here comes the sun, and I say it's all right It's all right

[The Beatles - Here comes the sun]

Domingo, 17 de Maio de 2009

[re]Aprender

Foram passando dias, meses, anos e eu tendia a carregar apenas como bagagem as coisas más. Fui-me esquecendo de aproveitar os pequenos mas grandes momentos de felicidade e, com isso, esquecendo-me de viver...

 

O passado não se pode mudar, posso apenas [re]aprender a viver e a ser feliz. 


Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

redOnda


Sou redonda. Como um fruto redondo.

Mas, digam o que disserem, passem os anos que passem, serei sempre uma romântica incurável.
Independentemente do facto de ser fruto desde o nascimento até à morte.
Fui semeada, fui crescendo em forma de semente, depois rebento, flor, fruto pequenino e frágil, fruto maduro e firme, fruto sensível e mole, fruto enrugado, fruto seco, fruto podre, fruto que disse adeus a si mesmo e olá a um novo fruto.
Tudo é cíclico. Tudo é susceptível de mudar. Basta acreditar e querer. Ou esperar o curso normal da vida.
Mas eu não quero esperar, nem quero deixar de viver apaixonadamente.
Eu só quero ser feliz... sem ter que esperar por uma outra nova vida, em mim.