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segunda-feira, 20 de abril de 2009

clarO comO a lUz da nOite

Hoje descobri que ontem te perdeste. Perdeste-te por caminhos que não eram os meus. Perdeste-te de mim, perdeste-te de ti mesmo. Enquanto eu dormia um sono tranquilo de Bela Adormecida onde me sorrias, me amavas e isso bastava para seres feliz a meu lado.

Mas não foi com um beijo que me despertaste, nem foste tu que o fizeste, mas a tua angústia silenciosa. Chegou fria e abriu-me os olhos com uma mão negra, chamou-me e tentou despertar-me da ilusão em que vivia. E eu não queria. Eu não queria sair do meu conto de fadas. Agarrei-me à almofada como se ela me guardasse em ti, perguntei-te que fazias e vi o teu olhar inundado de tristeza e decepção, contigo mesmo ou com tudo aquilo que movias como castelos de areia.

Eu gritava em silêncio tentando agarrar a réstia de esperança que me fazia ficar em ti.
Disseste-me que já ias, com a voz trémula de que não sabia porquê que não vinhas já...
E eu esperei-te... mas não consegui voltar a adormecer e sonhar com aquele teu beijo.
quando chegaste, chegaste frio, despido, a tremer por dentro e nem o meu calor te conseguiu descongelar.

Ontem descobri-te por trás dos teus medos e angústias. Não és feliz.
E eu que pensava que partilhávamos também a felicidade, vi-te afundado na tua angústia...
Pergunto-te[me]... que devo fazer?
E tu, onde tens estado se não estiveste [aqui] onde eu pensava que eras feliz?