quarta-feira, 18 de junho de 2008
Rituais e Amor
Fizeste a barba, colocaste creme na cara, perfumaste-te e vestiste-te todo de negro. Estavas fabulosamente atraente e não sei se era do contraste da roupa escura ou da barba feita face aos teus olhos de cristal, ou da tremenda magia do teu olhar.
Beijaste-me e saíste. Eu agarrei esse momento, embrulhei-o com sorrisos e guardei-o ternamente dentro de mim...
Em casa, sozinha, li de olhos fechados cada pedaço do teu corpo. Afundei-me nas bolas de sabão alguns minutos e soltei a respiração quando emergi.
Depois do ritual do banho e cremes, borrifei o meu corpo com algumas gotas de perfume...
No corpo coloquei aquele vestido branco ainda mais romântico que eu. Calcei um dos teus pares de sandálias favoritas, daqueles que me desenham os pés até ti. No pescoço um longo colar de pérolas, que coloquei apenas para tocar e disfarçar o nervosismo.
Quase sem me aperceber o relógio girou. Voltaste cedo.
Em silêncio, ofereceste-me um olhar arrebatador. Eu corei. Tu acariciaste-me a cara e beijaste-me o pescoço. Tremi, por segundos, enquanto me olhavas.
E hipnotizada pelo teu amor, peça por peça, fui-te despindo...E tu... Pele por pele, me foste vestindo.
Fizémos amor pela noite dentro. Sem pressa de parar, com pausas para respirar... E, sedentos um do outro, fundimos os nossos corpos num só até explodirmos magnificamente como fogo de artifício nos Santos Populares.
E, enrolados um no outro, sorrimos emocionados por não perdermos este amor... como se foram perdendo as folhas dos calendários dos anos que até então passaram.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
It's is her shOes

(a-wa) o kodwa u zo-nge li-sa namhlange
(a-wa a-wa) si-bona kwenze ka kanjani
(a-wa a-wa) amanto mbazane ayeza
She’s a rich girl
She don’t try to hide it
Diamonds on the soles of her shoes
He’s a poor boy
Empty as a pocket
Empty as a pocket with nothing to lose
Sing ta na na
Ta na na na
She got diamonds on the soles of her shoes
She got diamonds on the soles of her shoes
Diamonds on the soles of her shoes
Diamonds on the soles of her shoes
People say she’s crazy
She got diamonds on the soles of her shoes
Well that’s one way to lose these
Walking blues
Diamonds on the soles of her shoes
She was physically forgotten
Then she slipped into my pocket
With my car keys
She said you’ve taken me for granted
Because I please you
Wearing these diamonds
And I could say oo oo oo
As if everybody knows
What I’m talking about
As if everybody would know
Exactly what I was talking about
Talking about diamonds on the soles of her shoes
She makes the sign of a teaspoon
He makes the sign of a wave
The poor boy changes clothes
And puts on after-shave
To compensate for his ordinary shoes
And she said honey take me dancing
But they ended up by sleeping
In a doorway
By the bodegas and the lights on
Upper broadway
Wearing diamonds on the soles of their shoes
And I could say oo oo oo
As if everybody here would know
What I was talking about
I mean everybody here would know exactly
What I was talking about
Talking about diamonds
People say I’m crazy
I got diamonds on the soles of my shoes
Well that’s one way to lose
These walking blues
Diamonds on the soles of your shoes.
Paul Simon – "Diamonds On The Soles Of Her Shoes"
terça-feira, 10 de junho de 2008
Ganas de tí

Te Deseo, te deseo …
Si no vienes ahora,
a hundirte en mi cuerpo,
caliente se evaporan,
mis ganas de tí...
... En el cielo…
Erectas, ardientes y rojas,
las cimas de mis senos,
aguardan ávidas tu boca,
Ven … Desnuda te espero…
Tómame, acaríciame toda,
devórame a mordiscos lentos…
Si no me posees ahora,
el aire se hará dueño,
de estas ganas de tí, locas,
que sin tí se evaporan,
calientes y húmedas al cielo…
Te Deseo…
Te deseo tanto ahora…
Pic y texto por Juguetona
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Cinderella
AF.jpg)
Chama-se "Cinderella" este fabuloso sapato alto de inox e cimento, é enorme (270 x 150 x 430 cm) e foi feito, este ano, pela Joana Vasconcelos com panelas e tampas. Já está exposto nos Jardinets de Gracia, com o devido destaque, pompa e circunstância, marcando o início da programação cultural do "Portugal Convida 08".
A fama de Joana Vasconcelos já atravessou todas as fronteiras. As suas esculturas e instalações são um jogo em que objectos do quotidiano ganham novo significado, seja do ponto de vista crítico, como funcional ou estético. Quem os vê não os esquece e é isso que vai acontecer a todos os que, em Barcelona, passarem os Jardinets no cruzamento do Passeio de Gràcia com a Diagonal.
Vão visitá-lo, Portugal Convida e eu também:)
Fonte: Portugal Convida 08
A não perder: Semana Cultural Portuguesa em Barcelona a decorrer esta semana.
Informações mais detalhadas no blog e site oficiais.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Eu(s)
A Queen Frog, princesa dos gritos claros que parecem melodias de rouxinóis, decidiu desafiar-me... para que, num post fizesse uma curta autobiografia. Pediu-me seis palavras ou um conceito e/ou o uso de uma imagem. Por isso, aqui me despi e me transcrevi através de palavras e imagens.
terça-feira, 13 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Definitivo
Pic by AmeliaPhotographyDefinitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos porquê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade...
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando-lhe as nossas mais profundas angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Porquê que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...
Carlos Drumond de Andrade
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