segunda-feira, 26 de maio de 2008

Eu(s)

A Queen Frog, princesa dos gritos claros que parecem melodias de rouxinóis, decidiu desafiar-me... para que, num post fizesse uma curta autobiografia. Pediu-me seis palavras ou um conceito e/ou o uso de uma imagem. Por isso, aqui me despi e me transcrevi através de palavras e imagens.
Pic by AmeliaPhotography



O vestido que me acompanha toda a vida é tecido de emoções, fantasias, sorrisos, palavras escritas na alma e corpo, melodias que me alimentem e aqueçam, imagens que me façam sentir, voar e rodopiar.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fly

Pic Pina Bausch
You make me fly!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Definitivo

Pic by AmeliaPhotography


Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos porquê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade...
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando-lhe as nossas mais profundas angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Porquê que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrade